Taxa de homicídios cai no Brasil, mas Minas registra alta; Vespasiano ocupa o 6º lugar no estado
- Central Vespasiano
- 26 de mai.
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O Brasil registrou queda na taxa de homicídios em 2024, alcançando o menor índice dos últimos 11 anos, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O país contabilizou 42.590 homicídios no período, com taxa de 20,1 mortes para cada 100 mil habitantes — redução de 7,4% em relação a 2023.
Apesar da melhora nacional, Minas Gerais registrou aumento de 25% na taxa estimada de homicídios entre 2023 e 2024, encerrando o ano com índice de 18,5 mortes por 100 mil habitantes. Embora abaixo da média nacional estimada de 23,4, o crescimento colocou cidades mineiras entre as mais violentas do país.
Na região metropolitana de Belo Horizonte, Vespasiano aparece em destaque negativo no levantamento, ocupando a sexta posição entre os municípios mineiros com maiores taxas de homicídios. A cidade registrou índice de 32,2 mortes para cada 100 mil habitantes, número superior à média estadual e nacional.
O ranking mineiro é liderado por Governador Valadares, com taxa de 45,8 homicídios por 100 mil habitantes. Ribeirão das Neves aparece em seguida, com 42,8, enquanto Teófilo Otoni ocupa a terceira colocação, com 35,8. Betim (35,2), Ubá (34,5) e Vespasiano (32,2) completam as primeiras posições do estado.
Segundo o Atlas, Governador Valadares registrou 117 homicídios oficiais e outros cinco casos classificados como “homicídios ocultos”, estimados por metodologia estatística usada para identificar possíveis subnotificações. O município somou, ao todo, 122 homicídios estimados em 2024.
Entre as capitais e grandes cidades mineiras, Belo Horizonte teve taxa de 28 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto Contagem registrou 29,1 e Ibirité, 31,9. Na outra ponta do levantamento, Lavras, no Sul de Minas, apresentou o menor índice do estado, com taxa de 3,2 mortes para cada 100 mil moradores.
O estudo aponta que a redução nacional dos homicídios pode estar ligada à chamada “acomodação” de conflitos entre facções do narcotráfico em algumas regiões do país. Ainda assim, 18 estados brasileiros seguem com índices acima da média nacional, incluindo Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas.
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