Delegada é detida suspeita de ceder viatura descaracterizada da Polícia Civil ao marido para trabalhar
- Central Vespasiano
- 11 de mar.
- 2 min de leitura

Uma delegada da Polícia Civil lotada em São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi encaminhada à Casa de Custódia da instituição sob suspeita do crime de peculato. O caso veio à tona após o marido dela, um advogado, ser preso em flagrante enquanto utilizava uma viatura descaracterizada da corporação na faixa exclusiva do Move, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, as investigações tiveram início após denúncias anônimas feitas em fevereiro deste ano, incluindo um relato encaminhado à Ouvidoria do Estado de Minas Gerais, indicando que o advogado estaria utilizando uma viatura oficial da Polícia Civil para se deslocar até o trabalho.
Durante as diligências, policiais civis montaram uma blitz na pista exclusiva da Avenida Antônio Carlos e, ao identificarem um veículo com as características mencionadas nas denúncias, um Toyota Corolla, deram ordem de parada e realizaram a abordagem.
O motorista se identificou como advogado e apresentou a carteira da OAB. Após verificação, os policiais confirmaram que o automóvel pertencia à frota oficial da Polícia Civil e que estava vinculado à delegacia de São José da Lapa, onde a esposa do advogado exerce a função de delegada titular, sendo que o condutor não é servidor público.
De acordo com a apuração, a unidade policial enfrenta escassez de recursos, enquanto dados do Portal da Transparência indicam que a servidora possui remuneração superior a R$ 25 mil. O advogado foi preso em flagrante e encaminhado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, onde permanece à disposição da Justiça. Já a delegada foi conduzida à Casa de Custódia da Polícia Civil.
Procurada, a Polícia Civil de Minas Gerais informou, por meio de nota, que a Corregedoria realizou diligências que resultaram na prisão em flagrante de um homem pelo crime de peculato e que a delegada foi ouvida pela unidade correcional, tendo a prisão em flagrante ratificada. A instituição destacou ainda que as investigações prosseguem e reforçou que não coaduna com desvios de conduta de seus servidores.
Créditos: O TEMPO.
Comentários