Delegada detalha caso de criança de 3 anos que teria sido abusada em creche clandestina de Vespasiano

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente, na última sexta-feira (21), um homem de 43 anos investigado por suspeita de abuso sexual contra uma criança de 3 anos. Segundo as investigações, o crime teria ocorrido em uma creche clandestina localizada no bairro Vida Nova, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Vespasiano. O inquérito policial foi instaurado no dia 1º de agosto, após a mãe da criança procurar a Polícia Civil e relatar a suspeita.
De acordo com a investigação, o suposto abuso teria ocorrido no dia 24 de julho, no imóvel onde a companheira do investigado mantinha uma creche sem autorização. O espaço, conforme apurado pelos policiais, apresentava condições consideradas extremamente insalubres para o atendimento de crianças.
Durante o dia, a garagem do imóvel era utilizada para receber as crianças. No local, segundo a PCMG, foram encontradas garrafas e freezers destinados ao armazenamento de bebidas. À noite, o mesmo espaço funcionaria como bar.
A suspeita veio à tona depois que a menina relatou aos pais que o homem teria tocado em suas partes íntimas. O relato da criança foi gravado e posteriormente apresentado à equipe da Deam, que passou a realizar diligências para apurar as circunstâncias do caso.
Diante da gravidade da denúncia e dos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito. O pedido foi deferido pela Justiça e o mandado foi cumprido por policiais civis na sexta-feira (21). O homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A delegada titular da Deam de Vespasiano destacou detalhes sobre o funcionamento do imóvel e sobre as condições encontradas no local durante a apuração. A investigação continua para esclarecer todas as circunstâncias do caso e verificar eventuais responsabilidades relacionadas ao funcionamento irregular da creche.
O investigado é considerado suspeito, e a apuração ainda está em andamento.
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